É engraçado como agora um pouquinho de você é também um pouquinho de nós. Você pode pensar que isso é porque metade de nós é você, mas a verdade é que eu, hoje, também já sou um pouco de você. A parte de você que há em mim é amor. É carinho, consideração, respeito, companheirismo. Pra mim nós formamos um, um inteiro, um completo. Eu ainda sou eu, você ainda é você, mas já levamos um pouquinho um do outro em cada um. É difícil explicar, na verdade é até difícil entender. Entender esse sentimento tão forte, tão bom, tão ruim, tão bem-vindo, tão assustador. Um sentimento de quero mais, mas estou satisfeito, feliz. É um sentimento de querer, querer sempre, tudo, por inteiro. É exigir, é cobrar, mas acima de tudo é dar, se doar, aceitar. É querer a companhia de alguém, mesmo que nem sempre ela fale o que se quer ouvir ou faça o que se quer que seja feito. É aceitar defeitos e admirar qualidades. É gostar do cheiro, do cabelo, do sorriso, dos olhos, das pequenas cicatrizes - as aparentes e as invisíveis -, da risada, do jeito de se vestir; é gostar de alguns detalhes, ou até mesmo gostar de tudo. É cuidar, é estar presente, é valorizar, é dar prioridade. É ter medo de perder alguém mas mesmo assim fazer de tudo para dar certo, mesmo com a possibilidade de dar tudo errado. É detestar a instabilidade, é entregar seu coração às sortes e desejos de um outro alguém. Mas acima de tudo é confiar, porque não se entrega coração a quem não se confia! Talvez isso tudo seja amar. Talvez não. Não sei. Só sei que amo.

Existem momentos na nossa vida que a gente tem muitos sentimentos, mas não sabe como expressá-los. Momentos que não se encaixam em palavras, grandes demais para serem explicados. A verdade é que a vida é feita desses momentos. Esses momentos que te fazem feliz, bobo, emocionado. Momentos de realizações, de conquistas, de passagens, de mudanças. Os principais momentos da vida são esses. São eles que diferenciam as pessoas, eles que marcam nossas vidas para sempre e fazem com que esse tempo aqui na terra valha à pena.

Importa sim quem está do seu lado, importa o amor que te transmitem, o carinho que você recebe, as palavras e as atitudes de quem está ao seu redor. Mas no final quem mais importa é você. É a sua escolha de ser feliz, de ver a vida pelo lado bom. É muito fácil reclamar, dizer que a vida está difícil, jogar os braços para os céus e pedir por algo melhor. Difícil mesmo é mudar sua cabeça, seu modo de ver o mundo e tentar sempre achar algo positivo naquilo que você acha horrível. E mesmo que seja algo tão ruim que não tenha, de forma alguma, um lado bom, é preciso continuar forte e dar o seu melhor, sempre.

E não há nada mais gostoso do que parar tudo depois de uma reunião maravilhosa com sua família, seus amigos e seu namorado e perceber que se é feliz. Plenamente feliz, completa. Pelo amor, pelo carinho, pela amizade, pela consideração, pela diversão, pelo companheirismo .. E daí você percebe que não é preciso muito para ser feliz: são essas pequenas grandes coisas que fazem diferença nos nossos dias, nas nossas vidas. Não é preciso ir para muito longe, não é preciso estudar na melhor faculdade do país, não é preciso estar rodeada de milhares de pessoas. Somente o necessário. O resto a gente conquista, o dinheiro é consequência do nosso esforço, nossos sonhos ficam mais gostosos quando são alcançados junto com alguém. E pronto. Você percebe que é feliz e que quer ser sempre assim. Que nada vai abalar esse sentimento, que pensar positivo é mil vezes melhor do que reclamar.

Afinal, você aprende a ser feliz. Aprende que é uma opção. E eu optei por ser feliz.

Eu já não sei se eu to misturando, ah eu perco o sono, lembrando em cada riso seu qualquer bandeiraa .. fechando e abrindo a geladeira a noite inteira!

Certas coisas na vida eu queria muito ter escrito.

E outras coisas na vida eu tento escrever, tento expressar, mesmo que consiga fazer isso de forma um tanto quanto duvidosa.

Mas essa música hoje me inspirou, me fez chorar, me agoniou. Quando é a hora certa para sabermos se gostamos mesmo de alguém? E pior, como saber se essa pessoa realmente gosta da gente? Eu costumava acreditar; acreditar no amor, nas pessoas, no que elas diziam. Mas a verdade é que as pessoas mentem, e elas mentem bem, e elas mentem descaradamente. Elas te decepcionam, mesmo quando você não espera nada delas. Elas te decepcionam pelo simples fato de mostrarem que toda a verdade na qual você acreditava era mentira. Uma mentira bem feita, bem construída, mantida. E como pode existir tanta intensidade em uma coisa tão falsa? Como pode uma pessoa se abrir, falar dela, dos seus gostos, perguntar dos seus, falar do seu dia, perguntar como você se sente, e no final o carinho e a consideração não existirem de forma nenhuma? Não existir nem o respeito. Fingir um relacionamento não é comigo não. Posso ser simpática com alguém que eu não gosto, mas é totalmente diferente de enganar uma pessoa por inteiro, por um tempo. 

Então acontece, você descobre que era tudo uma ilusão, uma ilusão criada por você mas principalmente alimentada pelo outro, e você acaba tudo. Você sofre, sente raiva, pensa em correr atrás de novo, mas se segura e espera passar. Quando passa, você abre seus olhos pro mundo. E nesse mundo você encontra outra pessoa. Mas como saber se essa outra pessoa não vai fazer a mesma coisa contigo? De onde vem a segurança de que essa pessoa realmente se interessa por você, mas você todo, completo? Como saber que ela te respeita, te considera, que quer estar junto com você? É tão fácil dizer ‘estou com saudade’, ‘quero te ver’, ‘estou adorando estar contigo’ .. mas será que não é mentira?  

Será que vale a pena arriscar? Se entregar a uma paixão, à uma vontade de ver a pessoa todo dia, às conversas bobas pela internet, aos elogios fora de contexto, dizer frases bobas, se permitir ouvir uma música e lembrar dele, puxar assunto mesmo sem ter assunto, se soltar, se permitir .. É um risco gostoso, um risco estimulante, um risco que nos deixa vivos. E ao mesmo tempo aterrorizante! 

As pessoas te surpreendem, elas mudam, elas crescem, às vezes elas aprendem e muitas vezes elas agem de forma infantil. Tudo isso pode ser bom e pode ser ruim também. Palavras não são muita coisa sem atitudes. Nas atitudes nós podemos acreditar, nós podemos observar e podemos analisar. Palavras são simples, ainda mais essas de hoje em dia, transmitidas por uma tela de cristal líquido. Não têm emoção nem sentimento, não ouvimos o tremor da voz de alguém, não olhamos nos olhos de quem as diz nem percebemos sua proximidade ou seu calor. Fica mais fácil mentir e enganar; apenas nossa intuição pode nos indicar se há algo de errado. Intuição ou paranóia, ou pior, nosso medo. Medo de ser magoada, de ser enganada, de ver tudo cair aos seus pés mais uma vez .. medo de começar tudo de novo com alguém novo e não dar certo novamente. 

Acho que afinal, só o tempo vai nos dizer a verdade. E só com ele saberemos se vamos mesmo dizer ‘eu te amo’ e, melhor ainda, se vamos ouvir ‘eu te amo’ de volta.

Estava tocando violão e percebi como já vivi tanta coisa com ele. Mesmo comprado no início de janeiro, ele já esteve presente em alguns dos melhores e piores momentos da minha vida. Com ele já chorei de tristeza, já chorei de saudade, já sorri, já ri, já me despedi, já me apaixonei, esqueci, superei, tive recaída, me renovei, comemorei. E tudo isso num espaço tão curto de tempo; menos de 3 meses de companheirismo. E tudo passou tão rápido, e ao mesmo tempo tanta coisa aconteceu! Acho que é isso: as coisas estão se tornando cada vez mais rápidas, passageiras e intensas. Elas podem durar pouco, mas nos marcam intensamente. Parece que com a falta de tempo, vivemos ansiosos por sentir mais, aproveitar mais, curtir mais, só para ter mais o que lembrar. E viver das lembranças, nos alimentarmos dela, as termos como motivação para encarar a rotina que nos espera semana após semana, mês após mês, ano após ano. No meio disso tudo aparecem oportunidades únicas, pessoas inesquecíveis e momentos extraordinários. Afinal só estamos buscando a felicidade ou esperando - e torcendo - para que ela apareça, assim, do nada, sem aviso prévio ou preparação. Numa festa lotada, num bar com os amigos, em casa com o amor e um cobertor ou numa roda com ele, sempre ele, o violão.

Tem vezes que dá vontade de desistir de entender a vida. Desistir de entender as pessoas ao seu redor, suas ações, seus motivos, suas vontades, seus pensamentos, suas ideias, seus pontos de vistas. Simplesmente ignorar tudo, não se preocupar com mais nada. Agir duas vezes antes de pensar. Só ir levando a vida, sem prestar atenção aos sentimentos dos outros, sem ficar tentando imaginar o que eles vão achar de certa atitude sua. Não gastar tempo pensando no que as pessoas acham de você, se elas vão te julgar pelas suas ações ou pelas suas palavras. Viver, mais nada. Agir totalmente com o coração, com a vontade, com a intuição - agir no impulso. Falar o que sente, o que acha, o que quer. Se alguém não gostar, azar; é o maior sinal de que ela não deve estar ao seu lado se ela não respeita ou se interessa pelo o que você tem a dizer. Levar a vida assim seria fácil, seria ideal, seria descomplicado, mas por que não a levamos dessa maneira? Ao invés disso mentimos, enganamos. Mandamos indiretas por status do Facebook, falamos o que a outra pessoa quer ouvir só pra agradar, jogamos joguinhos de sedução, não rebaixamos nosso orgulho, tentamos sempre ser - e nos mostrarmos - superiores, não demonstramos nossas fraquezas, escondemos nossas inseguranças .. tudo isso pra quê? Pra viver com dúvidas, incertezas, sem saber como agir, sempre se perguntando qual é o próximo passo, a coisa certa a fazer. No final não há certo e errado - há o adequado para aquela hora. Há o adequado para aquela pessoa. Por isso que não existe manual pra vida, não existe uma pessoa que acerte sempre, não há perfeição. O máximo que podemos dar ao próximo é o nosso melhor. E nem sempre isso é o bastante ..

"Que medo alegre, o de te esperar."

Clarice Lispector

É só que às vezes parece muito mais fácil simplesmente desistir. jogar tudo pro alto e não aturar mais nenhum minuto dessa palhaçada toda. abandonar esses altos e baixos, essa coisa de confiar e no dia seguinte não ter tanta certeza, tudo isso dá muito trabalho. a verdade é que relacionamento nenhum é fácil e é normal sentirmos insegurança e medo. mas será que é normal sentir tanto assim? será que vale à pena ficar com alguém que te faz passar por tudo isso? que um dia é a melhor pessoa do mundo, mas no outro mal quer saber de você. sinceramente, acho que é por isso que os filmes em que o amor ocorre à primeira vista fazem tanto sucesso. porque é o ideal!! sem problemas, sem complicações, sem dúvidas quanto ao que o outro sente por você … olha que perfeito! quem não gostaria de ter certeza que é amado, sem ser só por interesse? quem não adoraria saber que o outro é fiel, leal e exclusivo independente de qualquer coisa? quem não se sentiria feliz em ter toda a atenção do mundo, carinho e dedicação? no final é só por isso que estamos nessa vida, e é só isso o que levamos dela. o carinho, a dedicação e o amor que recebemos. isso fica no coração, é isso que marca a gente, isso que nos transforma de verdade. o amor nos faz crescer, amadurecer, aprender. e é por isso que ele é tão complicado. porque se fosse fácil não tiraríamos lição nenhuma dele. o sentido da vida é vazio demais para vivermos sozinhos, jogados à nossa própria sorte. pena que às vezes é tão complicado simplesmente ficar junto de quem você gosta.


"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão .."
— Renato Russo